História

Fundação
O Clube Centro Português 1° Dezembro fui fundado na cidade de Pelotas em 24 de janeiro de 1926. Sua constituição partiu da união de duas entidades de portugueses que havia na cidade: o Congresso Português de 1° de Dezembro e o Grêmio Republicano Português. A integração dos membros de ambas as comunidades teve como lema a “confraternização”.

Organização
Com apoio mútuo e dedicação dos primeiros associados, o Centro Português desenvolveu-se rapidamente. Em novembro de 1926, implantou estatuto próprio e elegeu a primeira a diretoria. O primeiro presidente foi Francisco Alves de Carvalho que trabalhou em parceria com o vice João Rodrigues e com mais dois secretários, dois tesoureiros, dois bibliotecários, doze diretores, além dos membros de duas comissões.

Luso-brasileiro
Desde a criação do Clube, o objetivo de seus associados era manter viva a cultura lusitana entre os compatriotas portugueses e difundir seus costumes na pátria que os acolhia. Nesse sentido, o Clube sempre incentivou a participação das famílias pelotenses sem descendência portuguesa. E em 1938 empossou o primeiro presidente brasileiro, Camilo G. Pires.

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Artesanato Português Sala de honra

Sedes
A primeira sede própria do Centro Português foi inaugurada em 1930, apenas quatro anos depois de sua fundação. O prédio imponente, marcado pelo estilo arquitetônico gótico-manuelino, é cenário de grandes eventos de cultura e de lazer até os dias de hoje.

A Sede Social sempre foi muito prestigiada, mas os associados desejavam ter um espaço aberto que propiciasse práticas de esportes e de lazer ao ar livre. Durante cerca de trinta anos, as diretorias trabalharam com esse objetivo e em 1966, o Clube deu o primeiro passo para alcançar seu sonho.

Com uma estratégia empreendedora, o Clube adquiriu uma área de 75 hectares no caminho para o Laranjal. O local havia sido uma importante charqueada no passado.

O Centro Português loteou a área, criou o bairro Recanto de Portugal e passou a vender terrenos residenciais. Ao mesmo tempo, começou a construiu, à beira do Arroio Pelotas, a primeira sede campestre, que hoje é conhecida como Sede Aníbal Vidal em homenagem ao presidente que a criou. Em 1967 estava concluído o salão para 300 pessoas e a Capela Nossa Senhora de Fátima. E no ano seguinte foi inaugurada a churrasqueira.

Todo o recurso adquirido com a venda das terras era destinado à infraestrutura do Clube.

Em 1977 o então presidente Fernando T. Brites planejou a construção de um complexo de lazer de 6,5 hectares, que se tornaria a atual Sede Campestre. O projeto técnico desenvolvido pela faculdade de Arquitetura de Santa Maria previa a construção de um grande salão redondo, baseado na arquitetura da “Praça de Touros Campo Pequeno” de Lisboa. Foram projetadas também as piscinas, os campos de futebol, as demais quadras de esporte, as churrasqueiras, o estacionamento etc. O projeto foi desenvolvido na íntegra e é considerado hoje uma das maiores e mais bonitas sedes de clubes portugueses do Mercosul.

Sede Aníbal Vidal Sede Social Sede Social
Sede Aníbal Vidal Sede Campestre Sede Social

Tituladas
Em 1948 foi titulada a primeira Rainha do Centro Português, Natércia Tavares, que tinha a atribuição de receber os participantes nos diversos eventos sociais. A partir de então a cada biênio era escolhida uma jovem do Clube para receber o título de Rainha.
Em 1983, o Clube passou a escolher também meninas para o título de Princesinha. E mais tarde foram criados mais dois títulos: Garota e Garotinha Lusitana.

Cultura
A fim de perpetuar a cultura portuguesa, o Clube sempre manteve diversas atividades como o Coral, a Tuna e o Rancho.
A Tuna era um conjunto musical de instrumentos de corda que tocava músicas tradicionais portuguesas. A primeira apresentação da Tuna do Centro foi em 1930 no evento de inauguração da Sede Social.
O Coral foi constituído em outubro 1979, sob regência da senhora Maria S. da Silveira. Sua primeira apresentação em público ocorreu em 1° de dezembro do mesmo ano, em evento comemorativo ao Dia da Restauração da Independência de Portugal.
O Rancho foi criado em janeiro de 1986 a fim de difundir as principais danças folclóricas lusitanas. Cada dança mantém música e figurino tradicional de cada região de Portugal: Douro Litoral, Nazaré, Ribatejo, Algarve e Minho.